quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Cuidado com seu ego!


Evaristo - "Porque há sempre um típico idiota metido entre nós que esta mais preocupado que seja sua puta ideia do que se mova algo".E reforça
"Ai você está reunido com seus amigos tentando solucionar algo ou fazer algo e não anda, porque ele diz - Amigo, você tá errado, é um pouco mais a esquerda que a sua. E são esses tipos de idiotices que nos atrasam"

Seja você de esquerda, libertário, punk, feminista, anarquista ou qualquer movimento popular e de resistência que lutam por mudanças, todos enfrentam um grande problema que nós mesmos criticamos, mas que não foge da maioria dos seres humanos.O ego ainda atrasa muitas mudanças reais de todos esses grupos que lutam por mudanças na sociedade em que vivemos.

Mas acredito que isso não sirva só pra esses movimentos, isso está no seu trabalho, na sua torcida, na sua família em todos os lugares.

E como diria Raul:

"Se você acha o que eu digo fascista 
Mista, simplista ou antissocialista Eu admito, você tá na pista 
eu sou ista, eu sou ego" 

Portanto, cuidado!


Vejam esse vídeo bem bacana feito com o vocalista Evaristo, da lendária banda espanhola La Polla Records e hoje atual Gatillazo, vale a pena conferir.




segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Juventus x Santo André











A diferença entre a coragem e a covardia, o amor e o futebol.

Não quero que o blog vire um diário pessoal nem um desabafo amoroso hehehe, mas como todos sabem a nossa banca sempre levou o futebol como um reflexo de nossas vidas, aliás, acreditamos que o futebol é uma metáfora da vida.

E o amor talvez seja uma das coisas mais presentes nesses dois mundos, se não for o mais presente, pelo menos é o que sempre ouvimos por ai - "Eu amo meu time" - "É uma paixão pra vida toda", enfim, mais a questão é até que ponto isso é amor?e se realmente for amor, talvez não seja o amor ao que é de fato, mais o que aquilo representa e o que você gostaria que fosse.

Por exemplo, todos torcedores dizem amar seus respectivos clubes, mas até que ponto isso é verdade?

Eu vejo esse amor de uma forma diferente, não acho que na maioria dos casos as pessoas realmente amam seus clubes como dizem, acredito que elas gostem de "SER".É como vestir uma roupa.Você ama ficar de chinelo, mas são poucas as pessoas que vão de chinelo a um lugar público na cidade, concorda?E porque?

Eu particularmente amo meu clube, amo ser andreense também, mas eu só sinto que gosto de verdade quando toda a euforia, raiva e empolgação do jogo acaba e depois de dez minutos voltamos ao nosso estado mental comum e me sinto feliz por ter vivido aquele momento intensamente da forma mais verdadeira e poder relembrar tudo isso com meus amigos, é nesse momento que eu paro e penso.

"Eu amo o Santo André"

Porque ele me promove o sentimento mais real e puro de uma pessoa, ele te leva do céu ao inferno(no meu caso quase sempre ao inferno hehe) e te coloca todo dia em situações diferentes e que te desafia a ser melhor independente de estar ganhando o perdendo, mas que naquele dia, naquele momento houve uma mudança, um sentimento real, uma revolução talvez, e que isso te faz evoluir a cada dia e viver isso cada vez melhor.

Óbvio que tudo isso que disse pode ser uma idiotice, mas é ai que eu vejo o quanto as pessoas tem medo de amar, de achar que esse amor as torna dependente desse sentimento, e não é, porque esse amor não as prende, mais os tornam vivos, intensos, como tudo deveria ser, com respeito, pensando no próximo, com humildade, mais sempre intenso e verdadeiro.

Por isso quando o time perde durante algumas rodadas o estádio mostra quem realmente ama "SER" o que é, quem realmente não estava ali pela vitória, mais pelos momentos que se viveu nas arquibancadas, nas ruas, onde quer que seja, mais que foram intensos, verdadeiros, sem medo de ser o que é, sem medo de viver.

E as pessoas confundem o viver intensamente e verdadeiramente com se desprender desses sentimentos e achando que estão fazendo alguma revolução, mas na verdade só estão sendo covardes fugindo do real.A verdadeira coragem e prova de amor está no desafio em ser fiel aquele sentimento, ao seu time, a garota da sua vida, aos seus amigos, aos seus ideais.

E isso também não significa dependência, isso é amor, isso é amizade, isso é a verdadeira revolução do amor e da coragem de saber o real sentido da palavra COMPANHEIRO!

Viver cada dia ao lado do que você sente ser real, ser fiel aquele sentimento e fazer a revolução no seu próprio mundo, porque é dai que você muda o que está ao seu redor.

Não tenha medo de amar.



quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Não crie regras pra mudar outras regras que te impedem de crescer e fazer a sua revolução.

Eu cresci em dois mundos que nunca foram tão próximos. Um mundo cheio de razões, teorias, atitude e liberdade. Mais que ao mesmo tempo criava suas próprias barreiras e dificultava ações simples que poderiam tornar tudo melhor e mais fácil. Já o outro mundo era cheio de barreiras e preconceitos. Mas na pratica era a liberdade, a atitude e a verdadeira vivência como ser humano pra quem sabia diferenciar; medo de respeito, atitude de egoísmo e o que era realmente sair vencedor.

Costumo dizer que o punk e o futebol foram as minhas duas escolas de rua, e ambos me trouxeram muito conhecimento e vivência.

Em cada show, em cada protesto, em cada jogo, em cada campinho de terra era uma nova lição, numa situação boa ou ruim, sempre se levava um bom aprendizado.

O punk sempre trouxe a ação direta como uma forma de mudar as coisas que eu acreditava estarem erradas, mas ele sempre criou muitas barreiras no seu próprio mundo. A teoria nunca o deixava ir adiante, o ego, a vaidade, o poder e o ideal o tornaram refém e ao invés de ser algo que realmente transformasse se tornou algo estagnado e que parou no tempo e suas teorias.

Já o futebol sempre criou diversas barreiras, sempre foi duro e sacana com pessoas que acreditavam na igualdade e tinha aquele velho sentimento romântico sobre aquele futebol que eu admirava, mas na prática era tudo que eu sempre quis, a ação direta de verdade, ficar frente a frente com seu igual e colocar ele no mesmo nível que você e a partir dai mudar, dar exemplo, lutar, vibrar. Mesmo que fosse derrota, não existia um jogo que não se ganhasse algo.

A partir daí o futebol se tornou o meio onde eu praticava tudo que eu acreditava como punk, como libertário e como ser humano.

Ele me trouxe grandes amigos e me fez acreditar na mudança a partir da atitude e vivência dentro desse mundo cheio de barreiras e preconceitos. Vivi muitas coisas, viajei, gritei, lutei, apanhei, fui preso, me diverti, errei, acertei e mais cada um desses momentos foi intenso e cheio de aprendizados.Aprendi que toda aquela teoria pode ser quebrada, que todas as máscaras caem, que todo preconceito pode ser derrubado, que a mudança só acontece quando estamos dispostos e enfrentar todos os problemas de frente e enfrenta-los cada um deles do seu jeito. Porque nem toda jogada você deve dar um carrinho. Nem toda jogada você deve respeitar seu adversário. Nem toda jogada você deve ir achando que já está ganha. A cada jogo devesse jogar como se fosse o único e não perder cada oportunidade que passa na sua frente e lutar pra evitar tudo que se pode ter como consequências ruins e transformar tudo que está no seu alcance.

Esqueça todas as regras, a transformação só acontece a partir da prática, claro que a prática pode ser também o dialogo, mas a ação é a única forma de se transformar. As regras sempre vão ser um empecilho. 

Nem sempre o dialogo e a forma de transformar e dar conhecimento, a prática e a ação direta também são outra forma de mudar as coisas pra melhor e fazer a verdadeira revolução.

Por isso não se deixe parar na teoria, não crie regras pra mudar outras regras que te impedem de crescer e fazer a sua revolução.


Se é por algo melhor, por coisas boas, que seja...faça a sua revolução!

Abraços libertários
Guilherme Miranda

Seja bem-vindo ao Expulsos de Campo

O publicitário, roqueiro e torcedor do Santo André, Guilherme Pibe, traz a visão "underground" de toda cena do futebol e do rock´n roll juntos em um só blog.



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